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Início - São Paulo - Conheça os serviços da rede de proteção às mulheres no estado de São Paulo

Conheça os serviços da rede de proteção às mulheres no estado de São Paulo

RedacaoBy Redacaojulho 14, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Mulheres vítimas de violência podem acessar canais de denúncia, acolhimento e atendimento especializado

Publicado em 13/07/2026 – 18:22

Conheça os serviços da rede de proteção às mulheres no estado de São Paulo

Os serviços atendem todo o estado de São Paulo – Foto: DIvulgação/Governo de São Paulo

Mulheres vítimas de violência podem denunciar agressores e acessar serviços de acolhimento, proteção e atendimento em diferentes regiões do estado. A rede reúne canais de denúncia, monitoramento de agressores, acolhimento às vítimas e apoio para a retomada da autonomia financeira. Os serviços são oferecidos por diferentes órgãos e contemplam as diversas etapas do atendimento e da proteção.

Confira os serviços disponíveis para mulheres no estado de São Paulo:

1. Tornozeleira eletrônica para monitoramento de agressores

Uma das medidas adotadas é o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência doméstica. A ferramenta permite acompanhar o cumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça e auxilia as forças de segurança na prevenção de novas agressões. 

O monitoramento é integrado aos sistemas de proteção das vítimas, permitindo resposta rápida em situações de descumprimento das determinações judiciais. 

2. Aplicativo SP Mulher Segura

Lançado em 2024 para reunir serviços de proteção em uma única plataforma, o aplicativo SP Mulher Segura permite registrar boletins de ocorrência, acessar informações sobre a rede de atendimento e acionar o Botão do Pânico em situações de risco. O recurso está disponível para mulheres que possuem medida protetiva. Para acessá-lo, basta baixar o SP Mulher Segura na Play Store ou na App Store.

O sistema também disponibiliza a criação de um contato de emergência, que permite à usuária cadastrar no aplicativo uma pessoa de confiança para fazer parte da sua rede de apoio. Além disso, o sistema também disponibiliza uma cartilha com orientações e informações sobre violência doméstica, explicando o papel da pessoa cadastrada e como agir em situações de emergência.   

LEIA TAMBÉM: O que acontece após o boletim de ocorrência? Entenda como casos de violência doméstica são investigados em SP

3. Patrulha Mulher Segura

A Patrulha Mulher Segura realiza o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e atua na fiscalização do cumprimento das decisões judiciais. O serviço integra as ações das forças de segurança voltadas ao enfrentamento da violência doméstica. As equipes realizam visitas preventivas, orientações e acompanhamento de casos considerados mais sensíveis ou com maior risco de reincidência.

4. Cabine Lilás

Criada pela Polícia Militar em 2024, a Cabine Lilás oferece atendimento especializado e ininterrupto para mulheres que acionam o telefone 190 em situações de violência doméstica. O serviço funciona 24 horas por dia com policiais treinadas para acolher as vítimas, avaliar o risco da ocorrência e direcionar o atendimento mais adequado para cada situação.

5. Sala Lilás

Presentes em delegacias, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades do Instituto Médico Legal (IML), as Salas Lilás oferecem acolhimento humanizado às mulheres vítimas de violência. Os espaços foram desenvolvidos para proporcionar mais privacidade e conforto durante procedimentos periciais, além de facilitar o encaminhamento das vítimas para serviços de apoio psicológico, social e jurídico.

LEIA TAMBÉM: Botão do pânico e registro de BO: veja como usar o aplicativo SP Mulher Segura

6. Ônibus SP Por Todas

O Ônibus SP Por Todas é um serviço itinerante que leva atendimento especializado diretamente à população em diferentes municípios paulistas. A unidade oferece orientação, acolhimento psicológico e assistência social para mulheres em situação de vulnerabilidade. O serviço foi criado para ampliar o acesso à rede de proteção em regiões que muitas vezes estão distantes dos equipamentos públicos especializados.

7. Circuito Integrado de Proteção às Mulheres

Unidade móvel de atendimento integrado e sigiloso para mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual. Reúne, no mesmo espaço, acolhimento psicossocial, escuta especializada, avaliação de risco, registro de ocorrência, orientação jurídica, deliberação de medidas protetivas e demais providências judiciais, oferta de cursos de capacitação profissional, além de articulação e fortalecimento da rede municipal. Os serviços são oferecidos de forma ágil e humanizada, evitando a revitimização. Atuação articulada entre Secretaria de Políticas para a Mulher, Segurança Pública, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública.

8. Abrigo Amigo

O projeto Abrigo Amigo oferece companhia a mulheres que aguardam sozinhas em pontos de ônibus da capital paulista durante a noite. Por meio de painéis digitais, elas conseguem participar de uma videochamada com uma atendente do programa e relatar qualquer situação de perigo ou emergência. Os pontos de ônibus contam com câmera noturna, microfone, sensor de presença e conexão à internet. A passageira e a atendente conseguem conversar olhando uma para a outra. A atendente consegue visualizar o ponto de ônibus onde a passageira está e a movimentação ao redor dela.

Para iniciar a chamada, basta a passageira pressionar um botão na tela do painel digital. O equipamento tem conexão direta com uma central de atendimento, com funcionamento das 20h às 5h.

LEIA TAMBÉM: Confira como denunciar violência doméstica e onde buscar apoio em São Paulo 

9. Auxílio-Aluguel para mulheres vítimas de violência

O auxílio-aluguel garante apoio financeiro para mulheres que precisam deixar suas residências em razão da violência doméstica. O benefício é de R$ 500 mensais e pode ser concedido às vítimas que possuem medida protetiva e atendem aos critérios estabelecidos pelo programa. O objetivo é oferecer condições para que as vítimas possam romper o ciclo de violência com mais segurança e autonomia. 

10. Protocolo Não Se Cale

O Protocolo Não Se Cale capacita profissionais de bares, restaurantes, casas noturnas e estabelecimentos de entretenimento para identificar situações de assédio, importunação sexual e violência contra mulheres. A iniciativa orienta funcionários sobre como acolher vítimas, acionar as autoridades competentes e adotar medidas para garantir a segurança das mulheres em ambientes de lazer. Mais informações clicando aqui. 

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Com informações da Agência São Paulo

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