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Início - Mundo - Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade social

Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade social

RedacaoBy Redacaojulho 29, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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Quase a metade (48,9%) dos jovens da Argentina vivem em situação de vulnerabilidade social, afirma pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA) divulgada nesta semana. Isso representa 4,1 milhões de pessoas. 

O estudo entende como jovens em situação de vulnerabilidade quem tem entre 18 e 29 anos, com algum nível de “pobreza econômica” ou não terminou os estudos básicos, tendo concluído, no máximo, o ensino fundamental.

Dos jovens vulneráveis, 57% afirmam que o dinheiro fruto do trabalho não chega ao final do mês e apenas 24,8% continuam estudando. Ainda segundo o levantamento, dois em cada dez jovens argentinos não estudam, nem trabalham, enquanto 30% estão desempregados.

Além do desemprego, depressão e uso de álcool e outras drogas estão entre os fatores que prejudicam a juventude do país vizinho. Aproximadamente 30% reconhecem que não conseguem controlar o próprio consumo de álcool, cigarro ou outras drogas.

“Essas vulnerabilidades, no plural, portanto, se configuram de maneiras concretas no cotidiano: déficits materiais de moradia, famílias numerosas, dificuldade ou impossibilidade de fechar as contas, interrupções na educação e trabalho informal”, diz o informe. 

A equipe da UBA entrevistou 1.002 jovens de 18 a 29 anos em condições de vulnerabilidade entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, resultando no informe “Jovens Vulneráveis na Argentina: Condições de Vida, Crenças e Expectativas sobre o Futuro”.

Emprego, saúde e segurança

A pesquisa da Universidade de Buenos Aires aponta que, entre os jovens que trabalham, apenas 15% têm emprego registrado, com 76% em trabalhos informais ou por conta própria.

“O emprego concentra-se em atividades pouco qualificadas e altamente informais: comércio, construção e trabalho por conta própria, como venda ambulante ou online, limpeza e cuidados com idosos”, destaca o documento.

Entre os que trabalham, a maioria (56,1%) não estuda mais. Do total da população jovem argentina, 32% não estudam, não trabalham, nem buscam trabalho.

“A taxa de emprego é maior entre os homens do que entre as mulheres, e maior na Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA) do que no resto do país”, diz o documento.

Além disso, a pesquisa aponta que 78% dos jovens não têm plano de saúde, dependendo exclusivamente dos serviços públicos e 40% afirmam viver em bairros “inseguros ou muito inseguros”.

Saúde mental e redes sociais 

A situação de vulnerabilidade social se reflete na saúde mental dos jovens argentinos. Mais de 70% manifestaram ter “problemas frequentes” de nervos ou ansiedade. E mais de 50% disseram sentir apatia ou depressão.

“Os sinais de sofrimento psicológico não são experiências excepcionais, mas sim parte do cotidiano, o que reforça a multidimensionalidade da vulnerabilidade”, diz o informe.

O estudo ainda levantou que 66% dos jovens se informam dos temas da atualidade, principalmente, pelas redes sociais, com destaque para Instagram (36%) e Facebook (22%), Meios tradicionais, como a TV, ficaram em terceiro colocado com 18%.

“Níveis mais elevados de escolaridade estão associados a uma maior centralidade do Instagram e a uma diversificação das fontes digitais, enquanto em níveis mais baixos de escolaridade, o Facebook e a TV continuam sendo canais relevantes”, pondera o estudo.

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