O líder das Nações Unidas destacou que diante de um cenário global em rápida mudança, a presença internacional precisa ser constantemente reavaliada para proteger vidas e gerar impacto real no terreno.
Mudança em grande velocidade
Na sessão, realizada nesta sexta-feira, Guterres destacou que a essência da guerra se transforma em um ritmo acelerado.
Ele afirmou que com “drones, armas letais autônomas, desinformação amplificada pela inteligência artificial, a própria natureza dos conflitos está a mudar a grande velocidade”. Ao mesmo tempo, os orçamentos da manutenção da paz foram reduzidos, e os contingentes militares e policiais fortemente diminuídos.
Forças de paz da ONU realizam uma patrulha noturna em Bentiu, Sudão do Sul.
Guterres detalhou um caminho que passa por prioridades estratégicas fundamentais para renovar as operações e garantir a eficácia do trabalho humanitário e de estabilização.
A primeira grande prioridade é colocar a consolidação da paz no centro de todos os esforços, garantindo que as missões só sejam destacadas quando houver um acordo firme ou um cessar-fogo estruturado para preservar.
Parceria com os países anfitriões
Outro pilar essencial é a renovação da parceria com os países anfitriões. Segundo Guterres, a paz não é algo que possa ser importado, ela precisa ser construída de dentro para fora, através do diálogo contínuo com os atores locais, a sociedade civil e as nações parceiras.
Além disso, o chefe da ONU considera essencial conceber mandatos alinhados à realidade do mundo atual. A tarefa exige clareza nos alvos de proteção civil, estratégias de saída planejadas desde o primeiro dia e a capacidade de adaptar os objetivos sempre que as circunstâncias mudarem.
Por fim, Guterres recomendou fortalecer e capacitar as operações no terreno dando flexibilidade administrativa, garantindo investimento contínuo em tecnologia moderna e promovendo a participação total e igualitária das mulheres em todas as fases do processo.
Investimento contínuo em tecnologia moderna
O chefe das Nações Unidas ressaltou que sem a união política do Conselho de Segurança e estratégias integradas, os esforços no terreno continuam limitados.
O plano considera que investir no futuro da mediação e da proteção internacional é o único caminho para construir trajetórias sustentáveis para a estabilidade global.
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Com informações da ONU


