Sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que gera resultados para todos”, começa nesta terça-feira o Debate Geral de líderes internacionais nas Nações Unidas.

O evento, conhecido como Semana de Alto Nível, acolhe representantes dos 193 Estados-membros da ONU, de agências humanitárias, do setor privado, da sociedade civil além de milhares de jornalistas de todo o mundo.

Brasil, primeiro na tribuna

Por tradição, o Brasil é o primeiro país a assumir a tribuna da Assembleia Geral, seguido pelos Estados Unidos, anfitrião da sede das Nações Unidas.

Segundo a Assembleia Geral, este ano estão sendo esperados mais de 70 chefes de Estado e 45 de governos, 50 ministros e 11 vice-presidentes além de um príncipe-herdeiro. Ao todo, a ONU organizará 166 eventos paralelos e seis encontros de alto nível. 

ONU/Loey Felipe
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil discursa no debate geral da 80ª sessão da Assembleia Geral

Os Estados-membros fizeram 1.553 solicitações de reuniões para suas delegações, que são realizadas em cabines temporárias instaladas na ONU somente para encontros bilaterais.

Ao todo, foram emitidas mais de 18 mil identificações para integrantes das delegações dos países.

O novo presidente da Assembleia Geral, Khalilur Rahman, lembra que este é um momento ímpar na história da ONU quando a organização atravessa uma “crise de confiança” e “restaurar esta confiança” será sua missão no mandato.  Para ele, é preciso ouvir o que os líderes internacionais têm a dizer.

Países de língua portuguesa

Este ano, a Assembleia escolheu temas como subida do nível do mar, combate ao racismo, preparação para pandemias, direito ao desenvolvimento, ação climática e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como encontros de alto nível.

Em sua conta numa rede social, o secretário-geral António Guterres declarou aos líderes, que desembarcam em Nova Iorque para a Assembleia Geral, que o mundo precisa de diálogo internacional, cooperação e ação. 

Dentre os países de língua portuguesa, Angola também deverá discursar nesta terça-feira como último país da parte da manhã.

Na quarta-feira, assumem a tribuna Timor-Leste e Moçambique. Quinta, será a vez de Portugal. Guiné-Bissau está marcada para sexta-feira e Cabo Verde para o sábado.

ONU/ Manuel Elias
O secretário-geral António Guterres observa a posse de Khalilur Rahman, o novo presidente da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU , que sucede Annalena Baerbock, presidente da 80ª sessão.

Inteligência artificial e candidatos a líder da ONU

Um dos focos dos líderes internacionais é ainda o uso da inteligência artificial e o futuro da tecnologia como instrumentos de apoio à humanidade.

Este é também o último ano do português António Guterres no cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Em 1 de janeiro, começa o mandato de uma nova líder ou um novo líder da Casa. 

Como de praxe, os candidatos utilizam o momento da Assembleia Geral para fazer contatos, em plena campanha, com as delegações dos países-membros da ONU especialmente os 15 que formam o Conselho de Segurança que recomenda o nome para o posto de secretário-geral.

Críticas à ONU?

E para muitos críticos de que a Assembleia Geral e a ONU estão perdendo relevância, o presidente da Casa e anfitrião das delegações, Khalilur Rahman, tem um recado simples: “A Assembleia Geral tem muito valor. E segue sendo um lugar onde as pessoas se reúnem nos mais altos níveis, em um ambiente seguro, para definir o melhor caminho a seguir.”

O Debate Geral começa na manhã deste 22 de setembro e vai até a próxima segunda-feira, 28 de setembro sendo seguida pelos trabalhos de suas Seis Comissões até o final de dezembro.

*Monica Grayley é editora-chefe da ONU News Português

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Com informações da ONU

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