Nesta quarta-feira, o líder das Nações Unidas continuou sua visita ao Paquistão e esteve na Autoridade Nacional de Gestão de Desastres. Guterres elogiou o trabalho que visa proteger as comunidades paquistanesas de desastres naturais.
Liderança do Paquistão em destaque
Em Islamabad, capital paquistanesa, Guterres exortou as partes envolvidas a cessarem o conflito, retornarem à diplomacia e restaurarem plenamente os direitos e as liberdades de navegação, conforme o direito internacional.
Aproximadamente sete meses após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro, a passagem pelo Estreito de Ormuz continua bloqueada, obstruindo os fluxos comerciais e energéticos globais.
O secretário-geral elogiou o papel do Paquistão na concretização do Memorando de Entendimento de Islamabad, no cessar-fogo subsequente e na estrutura futura para as negociações entre as autoridades norte-americanas e iranianas.
António Guterres afirmou ainda que a paz na região depende da concretização plena do direito à autodeterminação do povo palestino, algo que o Paquistão vem defendendo.
O Estreito de Ormuz é uma via navegável estrategicamente localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Um país acolhedor
O chefe da ONU elogiou a postura solidária do Paquistão, que, nas últimas décadas, vem acolhendo milhões de afegãos que fogem de conflitos, da instabilidade e da repressão.
Guterres salientou o compromisso das Nações Unidas em trabalhar com o Paquistão para garantir que os retornos sejam voluntários, seguros e dignos. Ele também recordou o papel desempenhado pelo país como membro do Conselho de Segurança da ONU nos últimos dois anos.
Em um momento de “crescente divisão e desconfiança em todo o mundo”, o Paquistão tem destacado o valor do multilateralismo, do diálogo, da mediação e da diplomacia, sublinhou Guterres.
Na linha de frente contra as mudanças climáticas
O secretário-geral concluiu sua intervenção ao abordar a crise climática, lembrando que sua última visita ao Paquistão coincidiu com as enchentes de 2022, que causaram mais de 1,5 mil mortes.
Apesar de contribuir com apenas uma fração mínima das emissões globais, o país está na linha de frente do caos climático, mas também na vanguarda da resposta, como demonstra a transição energética paquistanesa.
Na ocasião, o líder das Nações Unidas reiterou o apelo aos países desenvolvidos para que assumam a liderança na garantia de uma redução drástica das emissões globais ainda nesta década.
Guterres elogia missão de paz
O secretário-geral visitou ainda a equipe do Grupo de Observadores Militares das Nações Unidas na Índia e no Paquistão, destacando a contribuição dessa missão de longa data para a estabilidade regional.
António Guterres relembrou que os boinas-azuis da ONU são uma fonte de esperança nas partes mais conturbadas do mundo e salientou a importância de seu serviço para a salvaguarda da paz.
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Com informações da ONU
