A iniciativa busca responder a um cenário cada vez mais complexo, marcado pela alta do tráfego, por fenômenos meteorológicos extremos, por fechamentos de espaços aéreos e pela incorporação de novas tecnologias.
Redução das emissões
Na abertura das discussões, o secretário-geral da Icao, Juan Carlos Salazar, afirmou que a adoção de uma rede verdadeiramente conectada para a gestão do fluxo de tráfego aéreo possibilitaria a operação mais previsível e eficiente de voos, aprimorando a segurança e a sua sustentabilidade.
Em vez de gerir cada voo de forma isolada, a adoção deste sistema permite que as companhias aéreas ajustem horários, rotas e capacidade, com base na previsão de focos de congestionamento aéreo com antecedência.
O departamento sublinha ainda que a adoção generalizada de um sistema internacional para antecipar e gerir o congestionamento aéreo traria benefícios para os passageiros, diminuindo tempos de espera nos terminais, nas decolagens e nos pousos.
Sede da Organização da Aviação Civil Internacional, Icao, em Montreal, no Canadá
Eficiência e otimização
Uma das ferramentas que compõem este modelo baseia-se na tomada de decisão colaborativa nos aeroportos, por meio da qual as companhias aéreas, os aeroportos e os controladores compartilham informações em tempo real.
Esta coordenação pode também se estender a outras atividades aeroportuárias, desde o manuseio de bagagens e o reabastecimento até a movimentação de passageiros. A agência da ONU também tem promovido uma expansão gradual do chamado “espaço aéreo de rotas livres”, que permite às aeronaves escolherem trajetórias mais diretas e eficientes.
“Uma rede verdadeiramente conectada”
A reunião que acontece em Montreal será encerrada em 9 de outubro. Os resultados servirão para orientar as atualizações das diretrizes da Icao e o apoio prestado aos Estados para a implementação das novas medidas.
Por sua vez, as novas disposições sobre a gestão do fluxo de tráfego aéreo deverão entrar em vigor em novembro de 2030.
Em um momento em que a Europa e a América do Norte já dispõem de sistemas centralizados de gestão do fluxo aéreo, o desafio atual passa por ampliar estas capacidades e a sua compatibilidade entre países e regiões.
A Icao sublinha que, na próxima década, a Gestão do Fluxo de Tráfego Aéreo passará a ser uma necessidade para os Estados, os prestadores de serviços de navegação aérea e os usuários do espaço aéreo.
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Com informações da ONU
