O Espaço Prevenir e as Casas Terapêuticas atuam em frentes complementares essenciais, promovendo a prevenção, o tratamento e a reinserção social com dignidade

Publicado em 29/10/2026 – 15:35

Atualmente são 16 unidades inauguradas no estado de São Paulo, atendendo 1,7 mil pessoas desde o início dos serviços. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Nesta quarta-feira (28), a secretária executiva de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Juliana Armede, realizou visita técnica às futuras unidades do Espaço Prevenir e dos dois complexos de Casas Terapêuticas, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027, em Marília.

As novas entregas são resultado do compromisso de ofertar serviços de qualidade para a população de Marília e região. O Espaço Prevenir e as Casas Terapêuticas atuam em frentes complementares essenciais, promovendo a prevenção, o tratamento e a reinserção social com dignidade.

Espaço Prevenir

O serviço foi criado para oferecer auxílio psicossocial com foco no fortalecimento de vínculos familiares e na prevenção de recaídas por uso de substâncias psicoativas. É voltado ao atendimento de famílias de dependentes químicos e aos adictos em fase final de tratamento. A unidade tem capacidade para atender até 200 pessoas ao mês.

O Espaço Prevenir é um equipamento da Política Estadual sobre Drogas, por meio da Diretoria de Políticas sobre Drogas (DPOD) vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS). São 20 unidades em diferentes regiões do estado de São Paulo, que já atenderam 6,4 mil pessoas desde 2023. O investimento do Governo de São Paulo para implantação de cada unidade é de R$ 50 mil, com custeio anual de mais de R$ 900 mil.

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A equipe que atua no Espaço Prevenir é interdisciplinar, formada por profissionais como assistente social, psicólogo, pedagogo, coordenador e assistente administrativo.

Casas Terapêuticas

Em 2023 iniciou o primeiro Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial na modalidade Casas Terapêuticas, no bairro de Vila Mariana, na capital paulista, voltado ao acolhimento da população em situação de rua, com transtornos pelo uso de substâncias psicoativas (TUS).

Cada serviço de Casas Terapêuticas conta com três residências voltadas ao modelo de um lar e uma unidade administrativa onde ocorrem as intervenções da equipe técnica e prevê até dois anos de acolhimento, sendo dividido em três fases durante o processo de acolhimento (Acolher, Despertar e Transformar), e uma fase pós período de acolhimento denominada Caminhar.

Sua metodologia foi desenvolvida para romper com quaisquer aspectos de institucionalização e garantir um processo de intervenção baseado em evidências científicas associadas ao acolhimento em modelo residencial.

O serviço conta com psicólogos, assistentes sociais, agente social e apoio técnico, entre outros. Durante esse processo de acolhimento, que pode durar até dois anos, os acolhidos reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização, além de participarem de terapias individuais, atividades socioeducativas e culturais. As potencialidades de cada indivíduo também são desenvolvidas com o incentivo para o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho, até a conquista da autonomia, com renda e moradia.

Após a finalização das etapas, o acolhido continua sendo acompanhado pela equipe técnica para prevenção de recaídas. Por meio da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD) da SEDS, as Casas Terapêuticas atuam de forma articulada com o sistema de saúde, assistência social e educação.

Atualmente são 16 unidades inauguradas no estado de São Paulo, atendendo 1,7 mil pessoas desde o início dos serviços. O investimento do Governo de SP para implantação de cada unidade é de R$ 200 mil, com custeio anual superior a R$ 2,6 milhões.

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Com informações da Agência São Paulo

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