Em Uganda, todos os anos, são produzidas cerca de 41 mil toneladas de lixo eletrônico com equipamentos domésticos equivalendo a aproximadamente 19 mil toneladas.
Descarte de produtos eletrônicos
Em todo o mundo, o volume desses resíduos em 2022 foi de 62 milhões de toneladas. O suficiente para encher 1,55 milhão de caminhões de 40 toneladas cada. O que equivaleria a uma frota enfileirada dando volta ao redor da linha do Equador.
A previsão é que esse número cresça mais 32%, atingindo 82 milhões de toneladas em 2030.
Kampala, capital de Uganda
A rápida inovação de produtos eletrônicos de pequeno porte, como fones de ouvido, lâmpadas solares e miniventiladores trouxe inclusão digital e melhorias energéticas para comunidades em Uganda, mas também agravou o problema de descarte de resíduos no país.
Um levantamento nacional apontou que 75,3% da população armazena dispositivos que não utiliza, enquanto 2,6% encaminham a centros de reciclagem locais.
O chefe da missão da OIM em Uganda, Sanusi Tejan Savage, afirma que se a tecnologia é levada para uma comunidade, essas instituições devem ser responsabilizadas pelo descarte correto desses eletrônicos.
Impacto nas comunidades
Em regiões de acolhimento de refugiados, celulares, sistemas solares domésticos, rádios e baterias são itens essenciais para a educação, comunicação e meios de subsistência.
Quando descartados de forma incorreta, liberam substâncias tóxicas que contaminam o meio ambiente e ameaçam a saúde das comunidades locais.
No entanto, iniciativas locais demonstram que é possível transformar o problema em oportunidade através da economia circular, como o projeto Innovation Norway, implementado pela OIM na região do Nilo Ocidental.
Unindo refugiados e jovens da comunidade em uma cooperativa dedicada à reutilização de equipamentos solares e baterias descartadas, a iniciativa já permitiu o reparo de mais de 9 mil painéis solares e a recuperação de milhares de células de bateria para novo uso, gerando emprego e renda para 30 jovens.
Para consolidar o modelo, a OIM defende que governos, empresas de tecnologia, importadores e organizações humanitárias estabeleçam planos de fim de vida útil para os equipamentos.
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Com informações da ONU
