Um novo mandato robusto
Com 5.550 integrantes, a nova força também ajudará na reintegração de ex-combatentes e no fortalecimento institucional do país. A missão anterior, de Apoio Multinacional à Segurança, MSS, criada em 2023, enfrentou sérias limitações de financiamento e recursos, o que dificultou a contenção da violência.

O embaixador do Panamá, Eloy Alfaro de Alba, destacou a urgência da decisão e garantiu que “o Haiti não está sozinho”. Já o representante dos Estados Unidos, Mike Waltz, afirmou que a nova força é “cinco vezes maior e com um mandato reforçado para enfrentar os gangues”, sublinhando o compromisso da comunidade internacional em ajudar o país a recuperar segurança.
Responsabilidade nacional
Apesar do apoio, o Conselho de Segurança ressaltou que o governo haitiano mantém a responsabilidade primária pela segurança nacional, incluindo reformas contra a corrupção, o tráfico de armas e o recrutamento de crianças por grupos armados.
A GSF deverá apoiar as autoridades locais, criando condições para que o Haiti assuma progressivamente o controlo da sua própria segurança.
Um ponto de viragem
Após a votação, o embaixador do Haiti, Pierre Ericq Pierre, classificou a decisão como “um ponto de viragem decisivo” diante da gravidade da crise.
Ele destacou que, embora a missão MSS tenha sido um sinal de solidariedade, “a escala e a sofisticação da ameaça superaram largamente o mandato anterior”.
Segundo o diplomata, o novo mandato ofensivo concedido pelo Conselho de Segurança dota a comunidade internacional dos meios necessários para responder à gravidade da situação e apoiar o povo haitiano no caminho para a estabilidade.
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Com informações da ONU




