Acessar o conteúdo
Close Menu
FZLFZL
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Alcolumbre trava tramitação da PEC do fim da 6×1 no Senado

junho 11, 2026

Ação contra ‘quebra-vidros’ resulta na captura de procurado e mais de 450 fiscalizações em SP

junho 11, 2026

Itaquá promove vacinação contra a gripe em pontos estratégicos neste fim de semana

junho 11, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram
FZLFZL
Whatsapp 11 5198-6737
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories
FZLFZL
Início - Mundo - É hora de construir democracias africanas, diz alta funcionária da ONU

É hora de construir democracias africanas, diz alta funcionária da ONU

RedacaoBy Redacaodezembro 15, 2025Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email
Desde 2020 muitos países africanos foram palco de golpes de Estado, sendo os exemplos mais recentes a tomada de poder pelos militares na Guiné-Bissau e uma tentativa frustrada de derrubar o presidente no Benin.

O Escritório da Conselheira Especial do Secretário-geral para África liderou um debate acadêmico no começo do mês, abordando o fato de que dois terços dos africanos acreditam que seus países estão na direção errada. Segundo pesquisas de opinião, a maioria da população está insatisfeita com o funcionamento das democracias.

Catherine Wanjala segura sua filha de 4 anos, Leslie Melisa, em frente à sua casa no Condado de Kakamega, no oeste do Quênia.

Catherine Wanjala segura sua filha de 4 anos, Leslie Melisa, em frente à sua casa no Condado de Kakamega, no oeste do Quênia.

Crise de representatividade

Cristina Duarte conversou com a ONU News e enfatizou que a crise democrática observada no continente, se gerida de forma positiva, pode ser uma oportunidade de “construir democracias africanas”.

“Estamos a atravessar um período de crise das democracias africanas porque primeiro importamos o modelo já reduzido que comprometia, digamos, a promoção da democracia econômica. Segundo, assumimos que África era e é um espaço vazio do ponto de vista democrático. Não é verdade. Os grupos étnico-culturais em África têm regras democráticas de funcionamento. No Sul de Angola há o grupo étnico as Muílas, em que o processo de decisão é de consulta de todo mundo, várias vezes, e só quando o consenso é identificado, o chefe comunica. Dizem que isto não é democracia?”

A conselheira especial enfatizou que as democracias estão em crise em várias partes do ocidente, não apenas na África, pois “cancelaram de forma silenciosa a dimensão da representatividade”. Segundo ela, houve uma “diminuição do conceito de democracia, fazendo que ela se esgote no ato de votar”, permitindo que os líderes não atuem mais como representantes do povo, e sim como “substitutos”.

Cristina Duarte analisa a crise das democracias na África

Falha em gerar “democracia econômica”

Cristina Duarte adicionou que em muitos países ocidentais a produtividade aumentou de forma exponencial, mas os salários subiram de forma ínfima, o que revela que as democracias políticas falharam em gerar “democracia econômica”.

Para a alta funcionária da ONU, essa falha contribui para o clima de insatisfação nos países africanos, que ainda por cima importaram um modelo reduzido de democracia e deixaram de lado mecanismos tradicionais de participação popular.

Duarte afirmou que é necessário entender as causas das injustiças que afetam os africanos atualmente, para criar medidas de reparação que interrompam a reprodução de uma lógica que remonta ao escravagismo e ao colonialismo.

Controle dos recursos para decidir o próprio destino

“Quer fazer justiça reparatória em relação ao meu continente? Não apanhes os meus recursos. Muito simples. Deixe-os para nós usarmos, para nós investirmos e para nós servimos a população africana. Portanto, para mim, justiça reparatória é, antes de mais, criar todas as condições em termos de Estados efectivos, fortes sistemas- países, fortes instituições para que os Estados africanos comecem a controlar os seus recursos e a decidir do seu destino. Aí sim, teremos justiça reparatória”.

Cristina Duarte destacou que um dos maiores desafios é o fato dos países africanos não controlarem os seus fluxos econômicos e financeiros, perdendo de US$ 500 a US$ 600 bilhões anualmente.

Um homem trabalha em uma mina na República Democrática do Congo

Um homem trabalha em uma mina na República Democrática do Congo

A justiça reparatória foi o tema selecionado para 2025 pelos Estados-membros da União Africana. Para a conselheira especial, esta foi uma escolha “corajosa” e que contribui para que a África ganhe mais espaço na arena geopolítica.

Durante o mês de maio, o escritório da conselheira especial organizou a edição de 2025 da Série de Debates sobre a África, onde durante mais de 30 dias o tema da justiça reparatória recebeu atenção especial. 

*Felipe de Carvalho é redator da ONU News

source
Com informações da ONU

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Redacao
  • Website

Related Posts

Oriente Médio enfrenta um risco iminente de colapso, alerta Guterres

junho 11, 2026

Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur

junho 11, 2026

Agência dá cartão vermelho simbólico para quem pratica trabalho infantil

junho 11, 2026

Comments are closed.

Alcolumbre trava tramitação da PEC do fim da 6×1 no Senado

junho 11, 2026

Ação contra ‘quebra-vidros’ resulta na captura de procurado e mais de 450 fiscalizações em SP

junho 11, 2026

Itaquá promove vacinação contra a gripe em pontos estratégicos neste fim de semana

junho 11, 2026

SP lança Cadastro Fiscal Positivo; entenda como funciona

junho 11, 2026

SME promove encontro para fortalecer ações integradas de proteção escolar 

junho 11, 2026

Relator vai apresentar na semana que vem parecer sobre mudanças no Código de Trânsito

junho 11, 2026

Estado de São Paulo registra primeiro quadrimestre da história sem roubos a banco em 2026

junho 11, 2026

Oriente Médio enfrenta um risco iminente de colapso, alerta Guterres

junho 11, 2026

Comissão aprova reserva de cargos de comando da Abin para oficiais de inteligência

junho 11, 2026

Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur

junho 11, 2026
© 2026 FZL - Folha Zona Leste - Todos os direitos reservados! Email - [email protected]
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

%d