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Início - Mundo - ONU debate futuro das operações de paz em mundo com recorde de conflitos

ONU debate futuro das operações de paz em mundo com recorde de conflitos

RedacaoBy Redacaosetembro 10, 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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O Conselho de Segurança reuniu-se, na terça-feira, para debater o futuro das operações de paz da ONU, num momento em que o mundo enfrenta 61 conflitos ativos, o número mais elevado desde 1946.

As discussões são parte do processo de revisão previsto no “Pacto para o Futuro”, assinado pelos Estados-membros. No último ano, mais de 60 governos e organizações da sociedade civil já enviaram propostas para o processo.

Um salva-vidas global

Atualmente, mais de 60 mil homens e mulheres de 115 países servem em 11 missões de paz das Nações Unidas, combinando forças militares, policiais e civis. O subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix falou sobre o papel crucial das missões.

Ele afirmou que as operações de paz não são um luxo, mas um salva-vidas para milhões de pessoas que contam com elas para um futuro sem medo. Para o subsecretário-geral, a ONU tem de estar pronta para responder com missões adaptáveis, guiadas por estratégias políticas robustas e aproveitando ferramentas como tecnologias digitais e inteligência artificial para avaliar dados e medir resultados.

Lacroix enfatizou que além de proteger civis, as operações devem apoiar a responsabilização dos governos, promover os direitos humanos, fortalecer a agenda de mulheres, paz e segurança e manter esforços firmes contra a exploração e o abuso sexual, em linha com a política de tolerância zero do secretário-geral António Guterres.

O subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix falou sobre o papel crucial das missões

O subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix falou sobre o papel crucial das missões

Condições políticas

Lacroix sublinhou que o objetivo final não é manter missões indefinidamente, mas sim criar condições políticas que permitam a sua retirada sem risco de reativar o conflito. Para isso, defendeu “o apoio forte, unificado e contínuo do Conselho, através de mandatos claros, engajamento político ativo e declarações de apoio”.

O chefe das Operações de Paz acrescentou ainda que os países devem pagar as suas contribuições em dia, lembrando que a capacidade da ONU de proteger pessoas é muitas vezes a principal medida pela qual é avaliada.

Novos riscos e prioridades

Também na reunião do Conselho de Segurança, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, alertou para a complexidade crescente dos conflitos atuais, que se tornaram mais internacionalizados e com proliferação de grupos armados não estatais que recorrem a táticas terroristas.

DiCarlo apontou três prioridades para as futuras missões políticas: focar em objetivos iniciais mais limitados – como travar a violência ou apoiar cessar-fogos frágeis, reforçar a coordenação com pessoal da ONU nos países; e acabar com abordagens únicas de que o mesmo modelo tem de servir a todas as regiões. O que necessariamente funciona numa parte do mundo pode não ser eficiente em outra. Para ela, é preciso respeitar as diferenças locais.

A subsecretária-geral concluiu defendendo que é necessário recuperar o foco político voltando a priorizar as questões políticas que alimentam cada conflito e encontrar respostas multilaterais para elas.

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Com informações da ONU

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